A Misericórdia de Cantanhede foi distinguida com o Prémio Associado Coletivo de 2026, atribuído pela Organização Florestal Atlantis (OFA). O reconhecimento valoriza o percurso de colaboração entre as duas entidades e o compromisso da Santa Casa com uma gestão responsável e sustentável do seu património agrícola e florestal.
Em comunicado enviado ao VM, o provedor, Rui Filipe Rato, destaca que “este prémio representa o reconhecimento de uma visão que procura conciliar a preservação do património legado pelos seus benfeitores com a sua valorização económica e ambiental”.
Ou seja, a Misericórdia de Cantanhede tem procurado “desenvolver uma gestão do património agrícola e florestal que permita gerar receitas complementares e, dessa forma, reforçar a missão principal da instituição: apoiar e cuidar das pessoas”, destaca o provedor.
Atualmente, a Santa Casa é responsável por cerca de 30 hectares de área florestal, constituída maioritariamente por pinheiro-bravo e eucalipto, e por aproximadamente 10 hectares de vinha, cuja produção é entregue a adegas da região da Bairrada.
A atividade agrícola inclui ainda áreas destinadas ao cultivo de batata e outros produtos hortícolas, bem como uma estufa com cerca de 600 metros quadrados, dedicada à produção intensiva de hortícolas, cuja produção é integralmente destinada ao consumo nas cozinhas da instituição.
De acordo com a OFA, o prémio reconhece uma entidade que, ao longo de vários anos, confiou à organização a responsabilidade de planear e apoiar a gestão do seu património florestal, destacando igualmente a disponibilidade para colaborar com a missão da associação.
O comunicado refere que esta colaboração com a OFA permite à Misericórdia valorizar os seus recursos e potenciar os rendimentos gerados pelo património florestal, promovendo simultaneamente práticas de sustentabilidade, proximidade e aproveitamento responsável dos seus recursos.