Misericórdia de Guimarães promoveu angariação de fundos e reflexão sobre a realidade das instituições sociais

A segunda edição do jantar solidário da Misericórdia de Guimarães foi um momento de angariação de fundos, mas também de reflexão sobre a realidade das instituições sociais. Numa sala cheia de parceiros, benfeitores, responsáveis institucionais e representantes da comunidade, falou-se do envelhecimento, do aumento das necessidades sociais e das respostas que serão necessárias nos próximos anos.

A preocupação surgiu de diferentes formas ao longo da noite, mas com um denominador comum: cuidar exige recursos, pessoas, capacidade de resposta e sustentabilidade.

Na sua intervenção, a provedora Cristina Cepa destacou o trabalho realizado ao longo do último ano, sublinhando o compromisso da instituição com a melhoria contínua das respostas prestadas à comunidade.

A responsável sublinhou também o contexto particularmente exigente que as instituições sociais enfrentam, com o aumento dos custos de funcionamento, as dificuldades na contratação e retenção de profissionais, a necessidade de atualizar instalações e o surgimento de novas situações de vulnerabilidade social a exigir respostas cada vez mais inovadoras e sustentáveis por parte das Misericórdias.

A iniciativa contou ainda com a participação do vice-presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Eduardo Leite, do presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos, e da secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes.

Este encontro em Guimarães ficou marcado pela convicção de que os desafios sociais do futuro só poderão ser enfrentados através da cooperação entre instituições, Estado, autarquias e comunidades.

Prova disto foi a aquisição de uma viatura elétrica para reforçar a “capacidade de resposta” do atendimento social da terceira idade na instituição, com base nos objetivos da primeira edição deste jantar, que decorreu em 2024.

Voz das Misericórdias, Alexandre Rocha