Comitiva liderada pelo presidente da Assembleia da República, José Aguiar-Branco, visitou a Misericórdia de Pombal

O presidente da Assembleia da República (AR), José Aguiar-Branco, liderou a comitiva parlamentar que, no dia 20 de abril, visitou a Santa Casa da Misericórdia de Pombal, com o intuito de se inteirar dos impactos que a depressão Kristin teve no setor social da região de Leiria.

Joaquim Guardado, provedor, contou que no Lar de Santa Isabel partiram-se vidros e que as árvores do jardim e os telhados foram "arrancados". O dirigente frisou ainda que outras Misericórdias do distrito, como Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Alvaiázere, Leiria e Marinha Grande, sofreram “prejuízos significativos” e que, tal como Pombal, tiveram ainda de enfrentar a falta de eletricidade, de água e de comunicações.

Segundo Joaquim Guardado, os valores pagos pelos seguros ficaram “aquém dos danos”, pelo que, além do donativo que a União das Misericórdias Portuguesas irá distribuir pelas irmandades afetadas pelo temporal, “é fundamental que o Governo apoie as instituições mais depauperadas com efeitos da tempestade”, situação agravada agora “com aumento da inflação e do preço dos combustíveis”.

Já Aguiar-Branco elogiou a reação das instituições à calamidade. “Com espírito de missão e de solidariedade, fizeram das tripas coração para responder às necessidades e resolver os problemas às pessoas”, assinalou o presidente da AR, notando que “a capacidade instalada do setor social é determinante há séculos”. “O país deve aproveitar todos os recursos e todas as capacidades disponíveis. Não é aceitável que esse conhecimento secular não seja colocado ao serviço dos desafios que o país enfrenta”, vincou.

Partilhando a mesma visão, Joaquim Guardado disse encarar "com esperança" as palavras do primeiro-ministro que, aquando da assinatura da adenda ao Compromisso de Cooperação, expressou a vontade do Governo de avançar com a lei de financiamento do setor social e solidário para "dar previsibilidade, estabilidade e sustentabilidade às instituições", uma medida que o provedor considera "essencial".

Voz das Misericórdias, Maria Anabela Silva