Durante a sessão, o provedor da Santa Casa de Lisboa sublinhou que o momento “materializa aquilo que está na origem das Misericórdias, a solidariedade e compromisso pelo bem-comum”, recordando que, desde 2014, o fundo apoiou 171 projetos (112 na área social e 59 na área do património), o que se traduz num investimento superior a 25 milhões de euros.
Garantindo que a prioridade está sempre nas pessoas, Paulo Sousa defendeu, contudo, que o património “não pode ser ignorado, porque salvaguarda a memória coletiva de gerações de irmãos, benfeitores e colaboradores, que ajudaram a construir esta extraordinária obra”. Sustentou, por isso, que preservar estas estruturas – “as pedras que falam da nossa história, valores e presença” - significa manter vivo um legado que continua a inspirar as Misericórdias.
Retomando esta ideia, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) sublinhou que “as pedras falam de misericórdia porque foram erguidas pelo esforço das comunidades” e deixou um reconhecimento particular à equipa de gestão do FRDL pelo trabalho "incansável, ao longo dos anos, que dignifica as Santas Casas”. O fundo permite, assim, dar uma "nova vida" a um património que é de “Portugal e de toda a humanidade”.
Na sessão, Manuel de Lemos enalteceu ainda o apoio concedido pela Santa Casa de Lisboa às Misericórdias afetadas pelas intempéries, no início do ano, garantindo que este mecanismo foi crucial para recuperar os danos e retomar a atividade com celeridade.
Em 2026, o concurso aprovou o financiamento de 14 projetos, em duas grandes áreas de intervenção: património imóvel, com o restauro de igrejas/capelas e a criação de dois núcleos museológicos; e património móvel e integrado, com a conservação e restauro de espólios e peças pertencentes a igrejas.
Lista de projetos aprovados: