A Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro reuniu cerca de 250 pessoas nas primeiras jornadas sobre saúde mental

O país deveria olhar para esta experiência e “nacionalizar” aquilo que de tão bom se faz em Mogadouro. A afirmação foi feita por Manuel Caldas de Almeida, coordenador da Comissão Executiva do Plano Nacional de Saúde para as Demências, durante as primeiras jornadas de saúde mental da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro.

De acordo com nota enviada ao VM, a intervenção de Caldas de Almeida, que também é provedor da Misericórdia de Mora, no Alentejo, representou “o grande momento” desta iniciativa. A mesma nota destaca ainda que “este prestigiado aval técnico demonstra de forma clara que, também no interior, se constroem projetos extraordinários assentes na competência, dedicação e humanidade”.

As jornadas de saúde mental tiveram lugar no dia 23 de outubro e reuniram cerca de 250 pessoas, entre profissionais de saúde, decisores políticos, docentes, alunos e membros da comunidade, que encheram o auditório para debater o futuro dos cuidados na região.

Ao longo do dia, o debate incidiu sobre temas como os desafios da saúde mental no envelhecimento, saúde mental nas instituições de ensino e combate ao bullying, assim como saúde mental em contexto de trabalho e o papel das equipas multidisciplinares na reintegração comunitária, entre outros.

O presidente da Câmara Municipal e o diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Bragança também marcaram presença neste evento onde, segundo nota, foi celebrado o percurso da Misericórdia de Mogadouro, com especial destaque para o Serviço de Apoio Domiciliário à Demência (SADD) e para a recente Equipa de Apoio Domiciliário de Saúde Mental da Santa Casa, integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Voz das Misericórdias